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Tem audiência? Onde?

Nunca achei muita graça no Twitter, mas acho os trend topics (temas mais comentados) um exemplo genial da agilidade da informação na web – e de sua diferenciação de mídias tradicionais. É óbvio que muitas vezes os assuntos mais comentados no Twitter são pautados pela TV, mas, outras tantas, eles surgem do próprio contraste que existe entre essas duas mídias.

O trend topic (TT, para os íntimos) mais comentado agora de noite em São Paulo é o “record 1.2“.

Pois é, a TV Record estava agora de noite com 1.2 ponto no Ibope. Às 21h57, de acordo com o site NetBrasilAudiência, os números eram:

 :Globo:42.8  :SBT: 5.4  :Band: 2.7  :Record: 1.2 :RedeTV:1.0

E, assim, a emissora de TV que tanto precisava de alguns pontinhos a mais no Ibope ganhou a liderança dos temas mais comentados online e uma visibilidade maior que qualquer tela tradicional de TV hoje poderia lhe dar.

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O jornal como uma ponte para as mídias sociais

Um leitor padrão, no site da CNN, compartilha em média 13 notícias por semana e recebe outras 26 através de mídia social e e-mail. De todas as notícias compartilhadas, 43% são através de mídias sociais como Facebook, Twitter, YouTube e MySpace, mostra o POWNAR (Power of News and Recommendation), estudo internacional feito pela rede em agosto deste ano.

As empresas de comunicação, se debatendo sobre como ter lucro em meios digitais – “trocando dollar por pennies”, como D.B Scott tanto diz em aula – ainda têm muito o que explorar do potencial de alcance das notícias online.

Enquanto um leitor vai compartilhar seu jornal com, no máximo, mais duas ou três pessoas, um único internauta vai enviar a mesma notícia para os 350 amigos no Facebook e Twitter.

Nas agências de publicidade e nos departamentos de marketing de grandes empresas, não há dúvidas de que isso será cada vez mais bem remunerado.

Nas assessorias de imprensa, o resultado atingido em mídia social deveria ser relatado de forma muito mais importante ao cliente. Ou, pelo menos, simplesmente ser relatado, já que hoje isso raramente acontece.

Uma outra pesquisa, de junho desse ano, da Nielsen (empresa americana com foco em “measurement and information”), mostra que 22% do total de horas gastas na Internet é com mídias sociais e outros 42% lendo e/ou assistindo conteúdo.

Nada mais natural que redes sociais e conteúdo estejam tão – e cada vez mais – conectados. E que as empresas de comunicação, publicidade e assessorias abram os olhos pra lucrar, de verdade, com isso.

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Só mais 1 minuto

Uma única bactéria, se colocada para se reproduzir dentro de um tubo de ensaio cheio de alimento, resultará no fim de toda a comida em 60 minutos. Aos 59 minutos, o tubo estará apenas cheio pela metade. Mas, crescendo exponencialmente, assim como a população mundial, as bactérias só precisarão de mais 1 minuto para preencher o tubo por completo e para a comida acabar.

Como uma metáfora para o consumo e crescimento populacional que vivemos, cientistas dizem que já estamos nos nossos 59 minutos.

O The Test Tube, documentário-video-campanha-narrativa multimídia criado pela NFB (National Film Board of Canada)/Interactive, conta essa metáfora perguntando: O que você faria se tivesse 1 minuto extra?

Um vídeo com David Suzuki, um premiado cientista-ambientalista, inicia na tela, enquanto Tweets que contêm a palavra escrita por você começam a aparecer. Ao fim da explicação, a reflexão: o que mesmo você faria com 1 minuto extra?

Bom, a resposta campeã no site é… dormir.

E, mea culpa, eu usaria um minuto extra para: sorrir. Pois é, o mundo lá acabando, e eu sorrindo… Junto com um tanto de gente twittando sobre seus próprios sorrisos.


Ps. O site vale a visita tanto pela mensagem quanto pelo visual gráfico e pela narativa multimídia.

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Nuit Blanche digital

Ontem foi dia de Nuit Blanche em Toronto, uma espécie de Virada Cultural focada em arte contemporânea/visual e beeeeeeem mais meia-boca que a versão paulista. Mas o que achei legal foi ver o quanto interação por celular já está fazendo parte desse tipo de projeto por aqui.

O público podia enviar fotos e comentários por Twitter, mensagem de texto e e-mail, para o site do evento, que, no dia, tinha quase toda a página principal destinada às mensagens que recebiam. Algumas tendas também foram montadas pro público fazer o upload das fotos tiradas durante o evento para o site.

Uma grande parte das pessoas andava com o celular na mão o tempo todo, compartilhando o conteúdo, mas também se guiando pelo aplicativo com o guia do evento, disponibilizado para baixar no site do Nuit Blanche.

Entre os projetos, alguns exploraram interatividade e projeções em tempo real, um deles projetava os Tweets enviados pelo público sobre o que acham da cidade:

E a instalação Light Up the Night: At Different Angles, que usou 4 telas lado a lado, interagindo textos , vídeos e muitos ícones gráficos, contou a história da comunicação através da evolução da tecnologia:

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O poder de ignorar

Ignorar: uma das mais valiosas experiências que produtores de conteúdo online podem levar ao leitor.

Explico, com dois exemplos que me deparei hoje:
1º Reportagem multimídia do NYTimes.com, “Anatomy of a Scene: ‘Carlos’”:

A interatividade – e novidade – dessa reportagem está justamente na escolha que o leitor pode fazer para ouvir a resenha do jornalista (rolando a barrinha para Scott’s analysis) ou simplesmente ignorar os comentários  e ouvir os trechos escolhidos do filme (rolando a barra para Scene studio).

É possível ouvir apenas partes dos comentários ou sobrepor filme e análise, com o destaque no som que o leitor preferir.

2º Explicação do editor online da Toronto Life,  Matthew Fox, sobre como o Twitter da revista está captando seguidores que não necessariamente acessavam o site da revista:

“Ao publicar no microblog as reportagens da revista (algumas por dia, durante todo o mês da edição) cria-se a oportunidade do leitor ter um acesso direto aos conteúdos, selecioná-los e…  ignorar boa parte deles.”

Ele acredita que esse foi um fator importante para atrair os 60 mil seguidores que o Twitter da revista conquistou em 6 meses (lembrando que estamos falando de Toronto, 2,5 milhões de habitantes; não São Paulo, com seus mais de 11 milhões).

>> Outro fato exposto pelo jornalista: o tempo médio de permanência do leitor por página na Internet é de 15 segundos. Ou seja, quando navegamos estamos ignorando praticamente todo o conteúdo das páginas que acessamos. Ignorando… ou focando, como preferir chamar.

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A Copa da Vuvuzela e da Argentina?

O mais bacana que vi sobre a Copa até agora… Na página especial no site da CNN, um infográfico é atualizado em tempo real e, integrado ao Twitter, mostra os assuntos que mais aparecem no aplicativo.

Você pode selecionar jogadores, times ou tópicos.

Na hora que entrei no site, os tópicos sobre a Vuvuzela, quem diria, eram os mais twitados, com 10 entradas por minuto. Entre os times (aposto que mais por consequência das pérolas que tem soltado seu treinador), liderança, com 34 tweets por minuto, para a Argentina!

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Laboratório online

Experimento científico no Twitter. Sim, até isso, no Twitter.

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