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Morte à frase: “Você não sabia?”

A princípio, estava aqui de passagem, só pra comentar a esperteza da VML Brasil com a propaganda feita com o Tufão (um dia Murilo Benício) para a Vivo. Nela, o ator fala ser o último a ficar sabendo das coisas, o que não aconteceria agora que tem Internet no celular. Mas… no Brainstorm9, blog onde vi pela primeira vez a propaganda, outro discurso ganhou a atenção.

O autor do blog conta o sucesso do vídeo dizendo que não assiste à novela, e os leitores começam uma chuva de críticas. Na maior parte dos comentários, a reclamação é porque ele teria obrigação de assistir, de saber o que se passa com Tufão e Carminha.

Não sei quando essa inversão aconteceu, mas assistir à novela passou de ato malvisto à necessidade de quem trabalha com comunicação.

Essas mesmas pessoas que trabalham com comunicação podem não saber nada de política, nada de debates sociais, nada de economia mundial, mas têm a obrigação de saber quem é Tufão e Carminha. E de, quem sabe, bradar para que a justiça seja feita com esse pobre rapaz (que não usa Internet Vivo).

Esse tipo de julgamento, ou de discurso, que diz inconformado “Você não sabia???”, para mim, é hipocrisia pura. Quando uma pessoa cobra outra por não saber de algo, está ignorando tudo aquilo que ela também não sabe. E esquecendo que cada um tem suas prioridades sobre que conhecimentos quer adquirir.

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Para quem não viu a propaganda da Vivo:

 

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Tem audiência? Onde?

Nunca achei muita graça no Twitter, mas acho os trend topics (temas mais comentados) um exemplo genial da agilidade da informação na web – e de sua diferenciação de mídias tradicionais. É óbvio que muitas vezes os assuntos mais comentados no Twitter são pautados pela TV, mas, outras tantas, eles surgem do próprio contraste que existe entre essas duas mídias.

O trend topic (TT, para os íntimos) mais comentado agora de noite em São Paulo é o “record 1.2“.

Pois é, a TV Record estava agora de noite com 1.2 ponto no Ibope. Às 21h57, de acordo com o site NetBrasilAudiência, os números eram:

 :Globo:42.8  :SBT: 5.4  :Band: 2.7  :Record: 1.2 :RedeTV:1.0

E, assim, a emissora de TV que tanto precisava de alguns pontinhos a mais no Ibope ganhou a liderança dos temas mais comentados online e uma visibilidade maior que qualquer tela tradicional de TV hoje poderia lhe dar.

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Propagandaclipefilme

Prendeu a atenção, se tornou rapidamente vídeo viral no Facebook, está sendo repassado mais que A Banda Mais Bonita da Cidade e, acima disso tudo… é um comercial.

Podia ser como qualquer outra propaganda da Vivo, mas a mistura de propaganda, filme e clipe – produzido pela O2 Filmes com criação da Agência Africa – para a música Eduardo e Mônica, do Legião Urbana, ganhou a atenção.

O que achei mais bacana é que esse pode ser um passo da publicidade em direção ao estilo de propaganda que eu imagino que as “novas mídias” cada vez mais vão exigir.

Na TV Interativa, no iPad, nas revistas e jornais virtuais…, as propagandas que não trouxerem conteúdo relevante, entretenimento, ou que de alguma maneira não tocarem o usuário serão na mesma hora ignoradas, com o leitor/telespectador acelerando direto para o conteúdo seguinte. Quem usar a criatividade, como a Vivo, terá a atenção.

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Chame os comerciais!

Um ensaio publicado hoje, na Folha de S. Paulo, chamado “O prazer de ser interrompido”, de Benedict Carey, falava de dois estudos, baseados no comportamento de consumidores, que  mostravam como interromper uma experiência, seja ela boa ou ruim, pode torná-la significativamente mais intensa. Assim, os comerciais tornam os programas de TV mais agradáveis, uma pausa em uma massagem a faria mais revigorante e um tempo perdido em uma xícara de café deixaria o dia melhor.

E o que achei mais interessante: o mesmo vale no sentido contrário. Ouvir o barulho de um aspirador de pó, com pausas, só faz a situação parecer pior.

Em uma aula na graduação, um professor também usou um texto de Susan Sontag (Pensar contra si próprio: Reflexões sobre Cioran) para mostrar que a descontinuidade no nosso cotiadiano, no caso, quando dormimos, é o que mantém a vida possível, suportável. Faz sentido…

Mudando um pouco (bastante) o foco… Ok uma pausa pode até fazer bem para assimilar melhor um vídeo, mas quem aguenta o comercial dos vídeos no Terra TV ou o 1 milhão de comerciais (inclusive repetidos) em cada episódio de Lost? E depois não sabem por que (e esse é só um dos motivos) tanta gente assiste à série na web.

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