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Quem inovou: a propaganda ou a tecnologia?

Um anúncio recente da Nivea para revista permite carregar a bateria do celular sem tomada ou eletricidade, bastando utilizar a saída USB do carregador.

Criação da Draft FCB, o anúncio é impresso em um papel que capta a energia solar e possui um plug para carregar o telefone. Assim, promove a linha de protetores da Nivea, mostrando que os consumidores não precisam sair do sol (do parque, da praia…) nem para carregar o celular.
nivea carregador
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Duas conclusões: nós, profissionais da comunicação, aproveitamos muito pouco as possibilidades de criação em revista; e nós, sociedade, aproveitamos menos ainda a capacidade de geração de energia solar.

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A capa do ano

O blog Faz Caber, atualizado pela equipe de Arte da revista Época, publicou recentemente sua lista das melhores capas de 2012.

É interessante ver a influência da Internet (especialmente de imagens virais no Facebook), por exemplo com  a imagem da capa do Especial Olimpíada:

capa epoca keep calm

E a liberdade de reproduzir o nome da revista em homenagem aos traços do arquiteto Niemeyer:

capa epoca - niemeyer

E a sacada de posicionar e redimensionar fotos banais, as transformando em uma capa genial:

capa epoca - joaquim

Para ver todas as melhores capas da Época eleitas no ano, clique aqui.

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Ganha quem oferece mais informação

A Livraria Cultura está longe de ser o local mais barato para comprar CDs e DVDs mas, em seus detalhes, muitos deles relativos à Comunicação, faz valer os gastos extras.

Na área de DVDs da livraria, um monitor, acoplado à máquina de leitura do preço, oferece as informações completas do produto verificado:

Informações básicas da obra, uma sinopse e até trechos do vídeo aparecem na hora para o cliente. O programa também indica outros produtos e lista os mais vendidos na loja. Uma coisa leva à outra e, com certeza, novas compras surgem a partir daí.

Podia apenas ter também a possibilidade de interação, por exemplo, com a avaliação do produto sendo compartilhada pelos clientes da livraria (Ponto para as livrarias virtuais!).

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Se, ainda assim, faltar informação, a Revista da Cultura – distribuída gratuitamente nas livrarias – completa e aprofunda os temas dos lançamentos vendidos no local.

A publicação, um exemplo de revista corporativa com conteúdo de qualidade, pode ser também assinada via site, baixada para iPhone e iPad ou lida no próprio site da Livraria Cultura.

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Online é mais participativo que impresso?

Analisando a revista Mundo Estranho parece que não.

Além das chamadas entre as reportagens, pedindo a opinião do leitor por e-mail, a revista tem uma seção inteira (You&Me) dedicada à participação do leitor:

Além das cartas (leia-se aqui e-mails e twittadas) dos leitores, a seção incentiva a participação com promoções e diversão – como o Mistério do Mês, em que são premiadas a resposta mais correta e também a mais criativa para uma pergunta; e o Balãozinho, com uma ilustração e balões para as falas serem sugeridas:

Nada melhor do que oferecer diversão para conseguir participação…

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A Mundo Estranho também é uma das poucas revistas que mantém o humor em seu jornalismo. O site (que, ok, não é uma Brastemp…) tem entre as seções uma chamada “Não Clique”. Clica! ; )

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Revistas em tempos de branding

Cada vez mais uma revista corporativa é menos corporativa, cada vez mais uma revista corporativa é mais revista.

Explico, com um exemplo:

A Patrobras lançou este mês a primeira edição da Petrobras Magazine para iPad.

A matéria de capa é sobre mobilidade, com destaque para as soluções, inovações e desafios nos setores de transporte, urbanização e sustentabilidade. A revista tem também entrevista com um economista renomado e reportagem sobre a história e potencial de negócios do Peru, além de reportagem iconográfica sobre o Theatro Municipal do RJ.

“Petrobras, seu sucesso e suas conquistas” aparecem na publicação, mas isso não é vendido como informação principal.

A criação é da Selulloid Agência de Comunicação e Propaganda, que deixa ainda mais clara essa estratégia de revistas corporativas ao expor em seu site o case da revista feita para a operadora de serviços de telefonia Oi:

Tanto a revista da Oi quanto da Petrobras (e a de várias companhias aéreas) mantêm seu papel inicial de revista, de entreter e informar o leitor. A diferença é que elas criam uma dinâmica que, enquanto oferecem conteúdo, moldam também a marca e espalham suas conquistas.

E essa dinâmica, obviamente, ganha um potencial ainda maior quando envolve meios digitais.

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E o jornal virou revista. Digital.

O lançamento The Daily, jornal produzido especialmente para ser lido em iPad, é a descrição da mídia perfeita:
“Tem a profundidade e qualidade de uma revista, mas é entregue diariamente como um jornal e atualizado em tempo real, como a web.”

Publicado pela internacional News Corporation e guiado pelo editor-chefe Jesse Angelo e o publisher Greg Clayman, o jornal foi lançado essa semana, como o primeiro norte-americano produzido para iPad.

Sem custos com papel, o preço pode ser mais baixo. No caso, $39,90 a assinatura por 1 ano, 365 edições, ou 99 centavos de dólar por semana, cobrados diretamente de uma conta do iTunes.

Na descrição do site, o The Daily se propõe a oferecer uma mistura única de texto, foto, audio, video, informação gráfica, dados em tempo-real e conteúdos alimentados por redes sociais.  Essa mistura diz permitir aos editores decidirem não apenas que histórias são mais importantes, mas, também, o melhor formato para entregá-las ao leitor.

Enfim, uma publicação que parece se preocupar realmente em ser multimídia.

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Comercialmente editorial

“Uma revista não se vende para o anunciante, vende a ele o acesso ao público que conquistou.” Ouço isso de D. B Scott, autor do blog Canadian Magazines, a cada aula do curso de Publishing que ele ministra. Ao mesmo tempo, uma das maiores revistas canadenses, a centenária Maclean’s, acabou de lançar uma edição com o tema “Repense” com todos (sim, TODOS) os espaços internos de anúncio comprados pela GM, em uma campanha que clama ao público repensar a marca.

A edição parece ter um bom conteúdo, com entrevista de capa com Bill Gates, e foi impressa com design diferenciado, no formato “paisagem”. Mas a única coisa que consigo pensar, vendo o link entre a GM e o tema da edição, é que se um acordo como esse foi feito entre depto editorial e comercial, quantos outros acordos não acontecem na seleção das informações publicadas pela revista?

Pontos positivos: Todos os anúncios tem um QR code (aquele código 2D, que pode ser lido com um celular) dando mais informações sobre os produtos que as limitadas pela página impressa.

E o formato “paisagem” foi escolhido, além de remeter ao tema da edição, como uma experimentação para o aplicativo da revista para iPad, que está em desenvolvimento.

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