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Quem inovou: a propaganda ou a tecnologia?

Um anúncio recente da Nivea para revista permite carregar a bateria do celular sem tomada ou eletricidade, bastando utilizar a saída USB do carregador.

Criação da Draft FCB, o anúncio é impresso em um papel que capta a energia solar e possui um plug para carregar o telefone. Assim, promove a linha de protetores da Nivea, mostrando que os consumidores não precisam sair do sol (do parque, da praia…) nem para carregar o celular.
nivea carregador
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Duas conclusões: nós, profissionais da comunicação, aproveitamos muito pouco as possibilidades de criação em revista; e nós, sociedade, aproveitamos menos ainda a capacidade de geração de energia solar.

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Quantas informações podemos visualizar?

Muitas vezes, a desculpa para a infografia não estar presente no jornalismo é: não há dados para serem transformados em informação visual.

Mentira!

Sempre há números e informações que podem ser levantadas, comparadas e apresentadas de uma maneira diferente. No Pinterest oficial do Festival de Cannes deste ano, a série de infográficos “Ontem no Cannes Lions”, produzida por @SapientNitro, dá o exemplo.

Os gráficos, diários, mostram por exemplo informações geográficas da cidade do festival, destaques sobre os participantes do festival em redes sociais, os locais mais citados por eles no Foursquare, os temas mais citados em seus Twitters, os Intagram mais populares etc.

Eles também comparam, em um gráfico hora a hora, os Twittes com a palavra Cannes em diferentes cidades, os temas mais citados nas palestras e, claro, os números de prêmios entregues.

Para um ou outro gráfico falta uma legenda mais detalhada, mas, no geral, parece não ter sobrado uma única informação pertinente em Cannes que não tenha sido contemplada – e de uma maneira bem mais interessante que em longos textos em preto e branco.

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Humor, em sequência

Peças publicitárias deveriam ser mais vezes pensadas em formato continuo, como a campanha (não sei se é assim que a classificam) #TiposDeBis, no facebook  e no Twitter da marca.

A brincadeira de classificar os tipos de Bis, além de bem humorada, dá sequência para as pessoas inventarem as próximas imagens, espalhando pela web suas ideias e mantendo viva a divulgação da marca.


Com uma ideia que gere continuidade, sequência, o prazo de validade da campanha se amplia. Passa a ser aquele que a imaginação da empresa (e de seus publicitários e consumidores) permitir.

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Interatividade pronta para usar

Quando algo que poucos dominam passa a ser acessível e visando o uso em massa, é sinal de que não há mais dúvidas sobre os resultados que pode gerar. É o caso dos códigos prontos em Flash disponibilizados pelo Mediamind.com para adicionar rich media (principalmente interatividade) em propagandas e conteúdos jornalísticos.

Há, por exemplo, códigos prontos para mudar a tela de acordo com a movimentação do mouse, outros para face detection (quando a câmera do computador ou celular identifica o rosto do usuário) e também para realidade aumentada (falei um pouco sobre isso aqui e aqui).

Facilidades tecnológicas como estas abrem um milhão de possibilidades para os projetos de comunicação que uma empresa pode realizar. E é um fato que cada vez mais a rich media será procurada não só pelos publicitários mais antenados, mas pela massa de leitores padrão brasileiros.

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Quem diz como um site deve ser?

Estamos acostumados com sites tão quadrados e iguais que, quando uma marca aposta em um formato diferenciado, já ganha nossa atenção – independentemente de oferecer um conteúdo aprofundado ou diferenciado também.

Os sites da Pepsi, no Brasil e nos EUA, quebraram o que se espera visualmente de um site intitucional:

http://br.pepsimundo.com

Parecendo formado por banners sobrepostos, o site apresenta as promoções da marca que estão em vigor e tem em posição de destaque o compartilhamento em mídias sociais. O conteúdo é dividido em seções nada óbvias: Diversão, Promoção, Produtos e Música.
www.pepsi.com

Nos EUA, o formato também destaca as imagens, mas linkadas à notícias, não à publicidade. Essas fotos, aliás, intercalam o produto à imagem dos consumidores com os quais a empresa quer associar a marca. O destaque para mídias sociais continua, mas com foco só em Facebook e Twitter. No conteúdo, um pouco de tudo: novidades sobre o produto e muitas notícias, de lançamentos musicais à lista de filmes que devem ser evitados no dia das mães, aproveitando a data e dialogando com uma linguagem jovem e muito mais solta do que esperaríamos ver em um site institucional.

Apesar dos dois sites serem bons exemplos, talvez a diferença entre eles reflita o que o consumidor espera de uma marca em cada País. Aqui, queremos conhecer as promoções, participar. Lá, eles querem notícias e ser parte de um estilo de vida. Qual você escolheria?

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Falou fino, ganhou uma casquinha

Uma campanha de sucesso é a que está na mídia, na boca das pessoas ou no conteúdo produzido pelos usuários de mídias sociais?

Não saberia escolher apenas uma das opções. Sei que a campanha do Anderson Silva nas lojas do Burguer King é um exemplo claro para se pensar nisso. Todo mundo viu na TV ou no You Tube os vídeos gravados com o lutador, falando fino para apresentar o Mega BK™ Stacker. Mas quem viu a campanha nas lojas? Quando os clientes, ao pedirem o lanche imitando a voz do lutador, ganhavam uma casquinha?

Me contaram isso e, quando fui procurar na web, não achei uma notícia sequer sobre acampanha, apenas vídeos do You Tube postados pelos clientes do BK e comentários em comunidades do Orkut e do Facebook.

Não sei dizer se a promoção pegou ou não, deu retorno em vendas ou não, mas ainda assim achei genial a ideia de levar a brincadeira que estamos vendo na TV para algo real, palpável.

Chega de blá-blá-blá. Vai, se diverte:

 

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Curiosidade de quem?

Acho genial quando vejo propagandas bem estruturadas que instigam pela curiosidade. Algo que nos chama a atenção e, quando menos percebemos, já estamos usando nosso tempo para saber do que se trata, quem, onde, quando e por quê.

Como boa curiosa que sou, vi hoje no jornal o quadradinho laranja com #coisadaboa, um número de telefone e o logo da Nike, e…

Liguei. E me arrependi pelos minutos perdidos. O número leva para uma gravação que não explica nada e direciona para um site que diz coisa nenhuma.

Pode ser que eu não era o target, mas pode ser que, antes de começar a atiçar a curiosidade das pessoas, as agências deveriam pensar melhor em quem querem atrair e para dizer o quê.

Um caso exemplar de como atrair pela curiosidade exatamente o público desejado (compartilhado pelo Lucas Santos) é o outdoor da produtora de games Electronic Arts Canada:

Criado pela TBWA/Vancouver e posicionado à frente do prédio da concorrente da EA,  o outdoor trazia escrito em uma linguagem típica de programadores de jogos a frase “Estamos contratando!”.

Falaram diretamente com quem queriam falar. E aposto que foram ouvidos.

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