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Mais de uma voz

Para quem tem a ideia (equivocada) que escrita é uma comunicação de mão única, um bom exemplo. O livro  de Stuart Diamond sobre estilos de negociação – adotados pelo Google para treinar seus funcionários em todo o mundo, aliás – começa com um pedido:

– Teste o que o livro ensina e me conte os resultados, em http://www.gettingmore.com.

Além de “soar” bem abrir esse canal com o leitor, a atitude tem relação com o que o livro ensina sobre colaboração e, também, uma segunda intenção: colher conteúdo.

O livro, que já alcançou a lista de mais vendidos do New York Times, foi escrito com base em depoimentos ouvidos pelo Stuart Diamond, que é professor, em suas classes, sem custo algum.

Dar chance para o leitor falar não é só ser simpático, é ser esperto.

Concordam?

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Pequenos

Se as cartas se resumiram a mensagens de texto, as laudas em breves chamadas para leitura online e os pensamentos apronfundados em twittes… Por que tão poucos livros de poesia?

Digo isso pensando nas poesias breves, ligeiras, que com poucas linhas dizem mais que 200 páginas de romance-histórico-ficcional ou que volume completo de coleção de filosofia.

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Essa vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia…
(Mário Quintana)

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Quer pagar quanto?

A Casas Bahia provou que a estratégia de vendas funciona. Para móveis, mas será que para livros?

Cabines de venda de livro estão espalhadas por metrôs de São Paulo, propondo que as pessoas que tiverem interesse em comprar um livro deixem ali o quanto acharem que o livro vale.

É interessante comprar um livro sem saber seu preço de mercado (ideia que também já foi utilizada por uma galeria de arte, para vender quadros de artistas famosos junto ao de totais desconhecidos pelo mesmo valor). Sem saber o preço, não pré-julgamos se o livro tem mais chances de ser bom por ser caro, ou ruim por estar no saldão de R$1,99.

Por outro lado, dá uma certa desconfiança… Será mesmo que vale pagar mais de 2 reais (preço mínimo, pois a máquina só aceita notas) em um livro vendido em uma máquina e que nem folhar antes eu posso?

Eu ainda não arrisquei. Você arriscaria?

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Um novo título

Já tentou juntar os livros que tem em casa e colocá-los em uma ordem com que os títulos formem uma nova frase?

A  americana Nina Katchadourian começou ainda em 1993 o projeto Sorted Books, passando de bilbioteca em biblioteca rearranjando livros. O resultado são frases inteligentes, instigantes ou que simplesmente fazem rir.

“Atores e atrizes”
“Pessoas da mentira”
“Negociando pequenas verdades”

“Arte primitiva”
“Apenas imagine”
“Picasso”
“Criado por lobos”

“Assim como é”
“Andando em círculos”
“Qualquer lugar que vá, lá estará”

Fiquei tentada a fazer o mesmo com meus livros também…

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É a mobília mental que importa

Não vejo o porquê dos debates pró ou contra livros digitais. As mesmas histórias estarão presentes neles, e as possibilidades são tantas mais…

Um texto reproduzido do New York Times, escrito pelo crítico de literatura Dwight Garner, cita algumas:

– Textos em domínio público, no formato e-book ganham acesso gratuito e mais fácil no meio online (há opções em Dominiopublico.gov.br, Gutenberg.org e Books.google.com.br)

– Possibilidade de ouvir audiolivros enquanto pratica outra atividade que não consiga segurar um livro.

– Muitos livros de não ficção possuem notas de rodapé, com link direto às fontes. “Essas fontes às vezes são muito melhores do que o livro que você tem em mãos.”

– Aplicativos que enriquecem a leitura. A versão para iPad de On the Road, de Jack Kerouac, por exemplo, contém mapas e linhas do tempo além do texto.

Ok, o papel mantém seu charme e sua portabilidade como nenhuma tecnologia irá 100% substituir, “e e-books nem servem para decorar salas”, lembra Garner. Mas não devíamos estar tão mais presos em um objeto que em seu conteúdo.

Reproduzo e concordo com o trecho final do artigo:

“Escrevendo em 1991 no jornal The Times, Anna Quindlen declarou: ‘Eu ficaria muito contente se meus filhos se tornassem o tipo de gente que acha que decorar consiste principalmente em construir suficientes estantes de livros’. Concordo demais. Mas é a mobília mental que importa.”

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De cara, ou de capa

Nas prateleiras da livraria ou nos aplicativos de iPad, a capa de um livro é e continuará sendo o argumento primeiro para a decidão de compra.

Leitores não compram livros apenas dos quais já leram resenhas, tiveram indicação ou conhecem o autor. Isso foi afirmado recentemente pelo dono de uma das maiores livrarias norte-americanas que, apesar de investir em bibliotecas virtuais e e-books, prevê a manutenção das livrarias físicas principalmente com a função de exposição dos livros.

Assim, lá vão algumas opções de capas interessantes que encontrei por aí:

EAT ME – Appetite for Design, da editora Victionary

Em um livro que fala, obviamente, sobre o design relacionado à alimentação.

Capture the flag, da editora New York University Press

Com o subtítulo “As estrelas e listras na história americana”, nada mais esperto do que as palavras formarem a bandeira dos EUA.

Newsonomics, da editora St. Martin’s Press

Com o subtítulo “Twelve New Trends That Will Shape the News You Get” (Doze novas tendências que irão moldar as notícias que você recebe), advinha qual será uma dessas tendências?

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Porque papel é feito pra desenhar

Poucos livros hoje permitem alguma interação do leitor. Não sei para vocês, mas, na infância, não tinha nada mais divertido pra mim que livros em que se podia rabiscar, puxar uma parte para outra se movimentar, colar e descolar elementos…  A empresa The, levou a ideia para a vida adulta no livro Walls Notebook.

Criado por Sherwood Forlee e Mihoko Ouchi, um chinês e uma japonesa, o livro traz 80 fotos de muros de NovaYork, para o leitor fazer com eles o que bem entender.

“Você estará um degrau mais próximo de ser o artista de rua que sempre quis ser… Sem a parte da cadeia”, descreve o site da The.

A ideia é bacana também para midias digitais, em que tudo pode ser feito, apagado e refeito novamente. Um livro de fotos, por exemplo, de paisagens clássicas de SP, para o leitor acrescentar seus rabiscos, seria interessante.

 

Quem entrar no site da The dá uma olhadinha também em Stacked Cups e em Anti-theft Lunch Bags. Sagaz.

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