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Que objetivos você tem?

Um carro 1.0, financiado, custa 513 dias de trabalho para um brasileiro com renda média (R$ 1.224). Isso considerando que a pessoa guardaria seu dinheiro exclusivamente pra ao carro, sem pagar casa, comida e despesas essenciais. A estimativa feita pela FGV, e publicada ontem na Folha, mostra que a maneira que projetamos nossas compras é fundamental para gastar bem. Quando pensamos nos dias de trabalho para pagar algo, repensamos o que é realmente necessário (e em que prazo, pagando quantos dias de trabalho pelos juros).

o preco da compra

O conselho dos educadores financeiros é traçar os objetivos de curto prazo (um ano), médio prazo (até dez anos) e longo prazo (mais de dez anos). Por mais consciente que uma pessoa seja, dificilmente vai pensar seu trabalho diário como ferramenta para atingir uma meta em 10 anos – a não ser que tenha essa meta escrita, planejada e razoavelmente detalhada.

Em um workshop realizado na semana passada, na empresa que trabalho, a tarefa era fazer uma lista de coisas que levam 5 minutos do dia, mas que não fazemos alegando falta de tempo. Ou seja, não estamos planejando nem o nosso dia, quanto mais os bens que queremos ter a longo prazo. Podemos mudar, não?

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O que a web está ensinando aos negócios

A principal funcionalidade de mídia social do Facebook foi construída em uma noite; a primeira versão do Twitter, em duas semanas; o primeiro Gmail beta, em um dia. A indústria web encurtou prazos, eliminou papéis importantes das negociações empresariais e colocou a inovação como caminho essencial para o sucesso.

Apresentações de Power Point, por exemplo, foram substituídas por protótipos em funcionamento, e planos de negócios, por uma lista de pessoas na espera por testar o futuro produto.

As conclusões são do relatório produzido pelo Institute for the Future, The Future of Lightweight Innovation (em inglês), sustentando que a inovação nas grandes empresas está criando um modelo “peso-leve”, caracterizado agilidade, eficiência de capital e foco no usuário.

Você conseguiria ser um profissional peso-leve? Abolir apresentações de projetos por modelos concretos, reduzir prazos, pensar antes no que o mercado quer do que no que você quer oferecer a ele?

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Vale mais: o que você sabe ou o que você faz?

“Em 2008, 70% das exportações americanas estavam relacionadas a conhecimento e só 30% com os outros fatores de produção, como terra, capital, trabalho, energia e matéria-prima”, diz Marcos Cavalcanti, citando pesquisa publicada pelo Institute for the Future no programa Café Filosófico CPFL, da TV Cultura.

O exemplo dado por ele é o valor de um avião. Apesar do custo de material, mão-de-obra, produção, o grande custo é para se ter o conhecimento de como produzí-lo. Nós não vivemos mais um uma sociedade industrial, o conhecimento é o fator principal para se gerar riqueza.

E isso influencia não só o comércio, mas a maneira como vivemos. “O que eu tenho que fazer em um País, é contruir estradas? Ou investir em educação? É investir nas relações humanas?”

E quando valorizamos as relações humanas, estamos falando além dos negócios em convívio social e crescimento a partir disso. O professor defende uma visão sistêmica, quando você pensa não em você, mas no todo, tem um pensamento global.

“Isso é mudar a visão de mundo, a maneira como se enxerga a realidade.” Uma realidade baseada em conhecimento, que valoriza a capacidade de cada ser humano e que pode ser bem mais equalitária.

Quem quiser ver a palestra na íntegra, cá está.

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Seu próximo emprego

Change manager / Gerente de mudança . Essa é a aposta de Glen Hiemstra, autor do site futurist.com, para uma das 5 profissões mais requisitadas nos próximos 10 anos.

Dentro da área de TI, o título de “Change manager” é bem definido: administrar, implantar, monitorar projetos de mudança de tecnologia. Mas o que Hiemstra fala é de uma área de atuação bem mais ampla: consultores, professores, conselheiros, ajudando pessoas e instituições a mudar.

Mudar é cada vez mais inevitável para empresas e pessoas. E se adaptar a novas situações, tecnologias, modos de pensar, não é fácil para a maioria.

“Os profissionais bem-sucedidos de amanhã serão aqueles que saberão lidar com o instável”, diz o artigo Will We All Be Unemployed?, de Matthew Budman. “Pessoas acham o pensamento crítico difícil porque isso é uma mudança radical dos 20 anos que estudaram como resolver problemas bem estruturados. (…) Se você não consegue definir um problema com precisão as pessoas enlouquecem. Bem vindo ao mundo real. O jogo mudou. Os problemas mudam tão rápido quanto nós trabalhamos neles.”

As outras 4 profissões-aposta de Hiemstra são:

– Tecnologia de informação, engenheiros de comunicação e provedores de conteúdo e serviço; considerando que quase todos os cidadões no mundo terão um smartphone

– Cuidados da saúde. A população mundial está envelhecendo…

– Engenharia de energia, como parte de uma transição de 50 anos de combustíveis fósseis para uma nova era de fontes de energia

– Re-engenheiros urbanos (City re-imagineers), para lidar com cidades em constante crescimento e em como elas continuarão abrigando mais pessoas, negócios e serviços de uma maneira sustentável

Todas essas profissões, por sinal, estão de alguma maneira relacionadas à transformação… Adeus, Estabilidade! Bem-vindo nosso poder de adaptação.

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