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Contar histórias, or stories

A ideia de fazer inglês na web, com aulas disponíveis de hora em hora (porque sempre tem alguém no mundo, na mesma hora que você, querendo treinar o inglês), já é por si só genial. Mas a escola Englishtown adicionou duas outras ferramentas que eu acho que ilustram bem o que significa dar aulas em um mundo digital e em rede.

Uma das ideias é um jogo online. Como se fosse um jogo de Lince (em que você tem que encontrar antes dos outros a imagem que cada palavra significa), você testa o vocabulário, disputando em tempo real com as pessoas conectadas no site.

A outra ideia, mais interessante, chama LiveStories – Ler e Colaborar. Uma pessoa escreve uma frase, escolhe título e foto. A outra continua, uma terceira completa a história, e por aí em diante. Alguns passos depois, uma história está formada, com a colaboração (e o treino) de todos.

english town live stories 2

Lembro que nas aulas de português do primário a professora usava essa brincadeira – ou exercício de storytelling. No site, senti falta apenas de um professor corrigindo as histórias que vão sendo escritas.

Quem trabalha hoje com educação não precisa se desprender das técnicas antigas ou que sempre usou. Mas pode utilizar o potencial das redes e da web para torná-las ainda melhores.

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Educar com o YouTube?

Não sei há quanto tempo existe, mas acabei de ficar sabendo do YouTube EDU – por uma divulgação feita pelo próprio Google, no Dia do Professor (15/10).

Para quem é professor e para quem não é, o canal oferece vídeos de variadas instituições de ensino (em inglês) com conteúdo dividido por “ensino fundamental” e “ensino médio”, além de uma divisão por área de estudo: Ciências, Engenharia, Matemática e Administração.

Para completar, uma seleção de vídeos classificados como “Aprendizado para toda a vida”. Ótimos.

Só faltou uma seleção para a (complexa) área de Comunicação.

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O talento que o mercado quer

Um estudo global conduzido pela Oxford Economics mostrou que os empregadores estão em busca de novas competências em seus colaboradores, que ainda são encontradas em poucos profissionais:

Competências digitais Pensamento ágil Comunicação Operações globais
Habilidades em negócios digitais Habilidade em considerar e se preparar para múltiplos cenários Cocriatividade e “brainstorming” Habilidade de administrar equipes diversas
Capacidade para trabalhar de forma virtual Inovação Construção de relacionamentos (com consumidores) Entendimento de mercados internacionais
Entendimento de softwares e sistemas corporativos de TI Lidar com complexidade e ambiguidade Senso de equipe (incluindo equipes virtuais) Capacidade de trabalhar em múltiplos locais no exterior
Conhecimento de design digital Paradoxos de gestão, equilibrando pontos de vista opostos Colaboração Domínio de línguas estrangeiras
Capacidade de usar mídias sociais e web 2.0 Habilidade de ver o cenário como um todo Comunicação oral e escrita Sensibilidade cultural
 

Uma série das habilidades, que destaquei em azul, tem uma relação direta com Comunicação.

A América Latina, em dez anos, será responsável por uma demanda 13% maior desses profissionais. E não me parece que as universidades brasileiras estão preparando muitos estudantes para esses fins.

 
 
* Notícia compartilhada por Patricia Rocha e divulgada no Valor Econômico

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É a mobília mental que importa

Não vejo o porquê dos debates pró ou contra livros digitais. As mesmas histórias estarão presentes neles, e as possibilidades são tantas mais…

Um texto reproduzido do New York Times, escrito pelo crítico de literatura Dwight Garner, cita algumas:

– Textos em domínio público, no formato e-book ganham acesso gratuito e mais fácil no meio online (há opções em Dominiopublico.gov.br, Gutenberg.org e Books.google.com.br)

– Possibilidade de ouvir audiolivros enquanto pratica outra atividade que não consiga segurar um livro.

– Muitos livros de não ficção possuem notas de rodapé, com link direto às fontes. “Essas fontes às vezes são muito melhores do que o livro que você tem em mãos.”

– Aplicativos que enriquecem a leitura. A versão para iPad de On the Road, de Jack Kerouac, por exemplo, contém mapas e linhas do tempo além do texto.

Ok, o papel mantém seu charme e sua portabilidade como nenhuma tecnologia irá 100% substituir, “e e-books nem servem para decorar salas”, lembra Garner. Mas não devíamos estar tão mais presos em um objeto que em seu conteúdo.

Reproduzo e concordo com o trecho final do artigo:

“Escrevendo em 1991 no jornal The Times, Anna Quindlen declarou: ‘Eu ficaria muito contente se meus filhos se tornassem o tipo de gente que acha que decorar consiste principalmente em construir suficientes estantes de livros’. Concordo demais. Mas é a mobília mental que importa.”

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Para não ensinar seu filho a “jogar no Google”

“Jogar no Zuggi” pode ser uma opção mais inteligente.

O site, indicado para crianças de 5 a 10 anos, é o primeiro buscador brasileiro infantil. A diferença de um buscador convencional?

– Layout lúdico, para estimular o aprendizado através de cores e personagens

– Resultado que prioriza imagem, porque a linguagem visual facilita a compreensão das crianças

– Sites exibidos dentro do próprio Zuggi, sem abrir uma nova página, para que a criança não se disperse

– Direcionamento de conteúdo, com segurança ampliada para abrir apenas aquilo que as crianças devem acessar na Internet

Além disso, a busca pode ser feita por “notícias”, incentivando as crianças a iniciarem o costume de ler sites jornalísticos.

Pontos negativos: o site abriu beeeem lerdo no meu computador, e o nome não é muito amigável a crianças, né?

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Vale mais: o que você sabe ou o que você faz?

“Em 2008, 70% das exportações americanas estavam relacionadas a conhecimento e só 30% com os outros fatores de produção, como terra, capital, trabalho, energia e matéria-prima”, diz Marcos Cavalcanti, citando pesquisa publicada pelo Institute for the Future no programa Café Filosófico CPFL, da TV Cultura.

O exemplo dado por ele é o valor de um avião. Apesar do custo de material, mão-de-obra, produção, o grande custo é para se ter o conhecimento de como produzí-lo. Nós não vivemos mais um uma sociedade industrial, o conhecimento é o fator principal para se gerar riqueza.

E isso influencia não só o comércio, mas a maneira como vivemos. “O que eu tenho que fazer em um País, é contruir estradas? Ou investir em educação? É investir nas relações humanas?”

E quando valorizamos as relações humanas, estamos falando além dos negócios em convívio social e crescimento a partir disso. O professor defende uma visão sistêmica, quando você pensa não em você, mas no todo, tem um pensamento global.

“Isso é mudar a visão de mundo, a maneira como se enxerga a realidade.” Uma realidade baseada em conhecimento, que valoriza a capacidade de cada ser humano e que pode ser bem mais equalitária.

Quem quiser ver a palestra na íntegra, cá está.

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