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Negociações culturais

O que você fazia alguns anos atrás quando comprava ingresso pra um show, caríssimo, aí descobria que bem nesse dia ia ter uma viagem a trabalho, outro compromisso ou o que for?

Chorava.

Hoje, a solução é simples: o site “Comprei e Não Vou“.

No site são publicados, pelo próprio vendedor, os detalhes do ingresso e seus contatos (também com o Facebook do vendedor, o que garante uma certa segurança).

Para o show do Pearl Jam em São Paulo, que começou há pouco, ainda há ingressos no site, em preços e setores que vão de 90 a 1300 reais.

O cuidado é só para o site não virar uma ferramenta para cambistas, mas sim, se firmar como uma ferramenta para ninguém ficar com um ingresso na mão enquanto há outra pessoa desesperada pelo mesmo pedaço de papel.

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Nuit Blanche digital

Ontem foi dia de Nuit Blanche em Toronto, uma espécie de Virada Cultural focada em arte contemporânea/visual e beeeeeeem mais meia-boca que a versão paulista. Mas o que achei legal foi ver o quanto interação por celular já está fazendo parte desse tipo de projeto por aqui.

O público podia enviar fotos e comentários por Twitter, mensagem de texto e e-mail, para o site do evento, que, no dia, tinha quase toda a página principal destinada às mensagens que recebiam. Algumas tendas também foram montadas pro público fazer o upload das fotos tiradas durante o evento para o site.

Uma grande parte das pessoas andava com o celular na mão o tempo todo, compartilhando o conteúdo, mas também se guiando pelo aplicativo com o guia do evento, disponibilizado para baixar no site do Nuit Blanche.

Entre os projetos, alguns exploraram interatividade e projeções em tempo real, um deles projetava os Tweets enviados pelo público sobre o que acham da cidade:

E a instalação Light Up the Night: At Different Angles, que usou 4 telas lado a lado, interagindo textos , vídeos e muitos ícones gráficos, contou a história da comunicação através da evolução da tecnologia:

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Piores lugares, melhores possibilidades

O Cirque du Soleil esteve meses em cartaz com a apresentação gratuita Les Chemins Invisibles, em Quebec-CA. Quando soube o lugar, embaixo de um viaduto (!!!), óbviamente meu pensamento foi: “Bom demais para ser verdade. Cirque du Soleil de graça, só embaixo da ponte mesmo…”. Depois de assistir o espetáculo, vi que não havia lugar melhor para ele ser encenado e o quanto aquele espaço contribuiu com a peça.

No blog de Tiago Guimaraes, jornalista, ele chama a atenção para as “metrozonas”, áreas urbanas exatamente como esta, no entremeio de viadutos, galpões industriais, centrais de distribuição elétrica…, áreas relegadas à deterioração, mas com alto potencial de transformação.

Tiago cita o projeto social Cora Garrido, instalado em uma área doada pela Prefeitura de S.Paulo embaixo do Viaduto do Café, na Bela Vista, que oferece aulas gratuitas de boxe como ação de transformação social. Além do ringue, há espaço para aparelhagem de ginástica, biblioteca e brinquedoteca e, ainda, planos para uma sala de informática e aulas de idiomas.

Enquanto projetos socias e culturais vivem em eterna luta para encontrar uma sede, quantas áreas na cidade poderiam ser recuperadas (e voltarem a ser parte ativa da cidade) com a ocupação e o trabalho desses grupos…

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