Como nos vemos

Se ser alto fosse sempre considerado bom, as pessoas se declarariam altas um maior número de vezes? E inteligentes? E bonitas? E negras?

No livro “E agora, vai?”, recém-lançado pelo publicitário André Torreta, um trecho sobre a população negra brasileira faz a gente pensar na influência das percepções coletivas na percepção que temos de cada um de nós:

“Na última década, revistas especializadas para negros foram lançadas e as prateleiras se encheram de produtos para essa população. Em 2009, pela primeira vez, uma negra (a atriz Taís Araújo) foi protagonista de uma novela das 8 na Globo, a Viver a Vida, de Manoel Carlos. O percentual de negros e pardos no total da população cresceu de 46% para 51%, segundo o IBGE. Nenhum desses fatos têm a ver com o aumento real da população negra, mas sim com o da autoestima, que leva um maior número de pessoas a reconhecerem-se como não brancas.”

Como pode uma pessoa se ver de maneira diferente em um e em outro momento? Que poder é esse que a sociedade (e o pensamento coletivo) tem?

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