Cuidado, que eu levo pra mídia!

Prestação de serviço, representatividade dos cidadãos, dar furos de reportagem e assim conseguir mais audiência. Não sei qual foi a motivação da Folha ao lançar, hoje, o Folhaleaks (folha.com/folhaleaks), mas seja qual for, a ideia foi boa – para o leitor que queria levar algum caso à mídia e não sabia como, e para o jornal, que recebe nos colo as ideias de reportagem que sozinho não descobriria.

No Folhaleaks, o leitor enviar sugestões, informações e documentos inéditos que acredite valer uma reportagem investigativa. O formato pode ser em texto, vídeo, foto ou áudio, e o anonimato de quem faz o envio é garantido.

Me incomoda só não ter nenhum direcionamento do Jornal de que tipo de material deve ser encaminhado a ele ou a outras instituições. Aposto que vai ter muita gente deixando de levar um caso que deveria ser resolvido pela Polícia ou pela Justiça, achando que o Jornal vai cumprir esse papel. E não vai.

E outra questão, enquanto tanto se cobra ética dos jornalistas, é o Jornal não dizer em que cirscunstâncias o leitor deve obter esses materiais. Gravação com câmera escondida pode? Furtar documentos pode? Passar por cima de contratos de sigilo pode?

Em um tempo em que o jornalismo se aproxima do leitor como produtor de conteúdo, este também deveria ser mais envolvido nos dilemas éticos e morais da profissão.

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