Arquivo do mês: setembro 2011

Todo mundo sabe fazer um site

Um site igual a todos os outros, todo mundo sabe. E por isso tem tanto site chato por aí.

Gostei de descobrir a ideia da empresa Nextar, agência especializada em storytelling, que usou aquilo que melhor sabe fazer para apresentar sua empresa na web:


A página inicial conta quem é a empresa, seus objetivos e diferenciais, em uma pequena narrativa, lida tela a tela.

Aliás, o objetivo da agência por si só já é bacana, utilizar a “comunicação para auxiliar na humanização de empresas”.

 
Ps. Para quem não conhece storytelling, uma maneira de compartilhar conteúdo utilizando narrativas, há uma explicação bem bacana neste texto de Bruno Scartozzoni.

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Interesse de quem?

O detergente Tide (da gigante Procter and Gamble) está este mês mantendo funcionários em Tunkhannock, na Pensilvânia, cidade há pouco devastada por enchentes, para uma causa interessante – há quem diga “interessante a eles”, há quem diga “de interesse da sociedade”.

Uma lavanderia temporária, montada no estacionamento de um Walmart, lava, seca e dobra as roupas dos moradores da cidade, que tiveram suas casas inundadas.

A ação é parte de um projeto, Loans of Hope, iniciado em 2005, quando o furacão Katrina devastou  New Orleans. De lá pra cá, a equipe formada pela empresa já esteve mais 4 vezes no local e realizou o mesmo serviço em outras cinco cidades norte-americanas.

A marca hoje tem um site específico para o projeto – onde os consumidores inserem o código de barras do produto adquirido para que 1 dólar seja doado para a causa -, videos publicados na FanPage no Facebook e milhares de citações na mídia e nas redes sociais, elogiando a ação.

Há quem diga que essa é uma ação de marketing baseada em uma tragédia, que se aproveita de uma situação crítica para aumentar as vendas de um produto e para divulgar a marca. Eu sou mais o pensamento de que qualquer ajuda é ajuda. Se os dois lados, marca e consumidor, podem sair lucrando da situação, ainda melhor.

Aqui no Brasil não faltam cenários como esses, para que as marcas nacionais de detergentes (e de tantos outros produtos) inspirem-se a agir também.

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À mão ou no computador?

Ok que os tablets já estão começando a pular a cerca, discretamente, entre o texto escrito e o digitado. Mas fiquei surpresa com o fato de como esse processo pode ser feito muito mais rapidamente, bastando o uso de uma caneta, uma smartpen.

Jornalistas sabem o que significa ter que decupar entrevistas, estudantes sabem o que significa ter que achar uma palavra ou ideia no meio de páginas e páginas de caderno e o mesmo vale para profissinais participando de palestras e reuniões.

A smartpen faz a sintonização entre o que você estava ouvindo naquele momento e o que escreveu/desenhou. Assim, apontando com a caneta para o que desenhou no papel, o áudio dela reproduz o que estava sendo falado naquele exato momento. E, ao passar o que escreveu para um computador (simplesmente conectando um cabo à caneta), ela reconstrói, com imagem e áudio, tudo o que foi ouvido e escrito.

Você também pode usar apps na caneta, como tradutores, dicionários e até mesmo games (sim, dá pra jogar poker e tocar piano em uma smartpen; veja esse vídeo da Livescribe)

Infelizmente não achei lugar que venda aqui no Brasil, mas comprando numa FutureShop, por exemplo, o modelo básico não sai por mais de 100 dólares.

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Na sombra da arte

Fiquei besta com as obras da artista japonesa Kumi Yamashita, todas feitas apenas com projeção de luz sobre superfícies trabalhadas:

 

Profile, 1994

 

Feather, 2006

 

City View, 2003

 

Question Mark, 2003

 

Chair, 2010

 

Além da criatividade, mostra, com beleza, a inteligência da artista.

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Rock in Ação

O Rock in Rio está aproveitando o alcance de seu nome e imagem para fazer algo que tantos outros shows e festivais poderiam fazer: colocar em prática ações sociais relacionadas ao universo da música.

O site do evento virou um ponto de conexão entre ONGs (solicitando a doação de instrumentos musicais) e pessoas e empresas que queiram colaborar.

Além disso, a iniciativa mais diferente é um curso de Luthieria – construção e manutenção de instrumentos musicais – sendo oferecido de graça para 40 jovens. As aulas serão oferecidas, durante 6 meses, no Centro de Referência da Juventude da Providência (CRJ), uma das comunidades pacificadas do Rio.

Enquanto empresas pagam milhões pra terem suas marcas presentes no site do evento, é bacana ver que algum espaço está sendo reservado para o lado não-comercial da música.

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Atrás das páginas do jornal

Nem sempre o que o jornalista vê vai para as páginas do jornal. Quase nunca o que ele sente, suas impressões, são publicadas junto aos fatos. O Estadão conseguiu mudar isso na reportagem “Pradópolis e o comércio de sobras de açúcar“, publicada na semana passada no site do Jornal.

No formato de audio-slideshow, a reporter Reneé Pereira conta sua experiência na cidade de Pradópolis, interior de São Paulo, com uma população que vive da limpeza da sobra de açúcar em vagões de trem – e relata a atual violência que está ocorrendo no local, pela disputa dessas sobras.

A história, triste e refletindo o descaso da prefeitura local, só veio à tona porque a jornalista (que estava no local para uma pauta de Economia, sem nenhuma relação com a revenda de sobra de açúcar) transformou suas impressões em um produto de comunicação.

Para servir de inspiração à mídia brasileira…

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Cuidado, que eu levo pra mídia!

Prestação de serviço, representatividade dos cidadãos, dar furos de reportagem e assim conseguir mais audiência. Não sei qual foi a motivação da Folha ao lançar, hoje, o Folhaleaks (folha.com/folhaleaks), mas seja qual for, a ideia foi boa – para o leitor que queria levar algum caso à mídia e não sabia como, e para o jornal, que recebe nos colo as ideias de reportagem que sozinho não descobriria.

No Folhaleaks, o leitor enviar sugestões, informações e documentos inéditos que acredite valer uma reportagem investigativa. O formato pode ser em texto, vídeo, foto ou áudio, e o anonimato de quem faz o envio é garantido.

Me incomoda só não ter nenhum direcionamento do Jornal de que tipo de material deve ser encaminhado a ele ou a outras instituições. Aposto que vai ter muita gente deixando de levar um caso que deveria ser resolvido pela Polícia ou pela Justiça, achando que o Jornal vai cumprir esse papel. E não vai.

E outra questão, enquanto tanto se cobra ética dos jornalistas, é o Jornal não dizer em que cirscunstâncias o leitor deve obter esses materiais. Gravação com câmera escondida pode? Furtar documentos pode? Passar por cima de contratos de sigilo pode?

Em um tempo em que o jornalismo se aproxima do leitor como produtor de conteúdo, este também deveria ser mais envolvido nos dilemas éticos e morais da profissão.

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