Arquivo do mês: agosto 2011

Biblioteca sob rodas

Logo que vi o projeto Bibliotáxi, lembrei dos Ônibus-biblioteca, responsáveis por uma grande parte das leituras da minha infância. O esquema era simples: um ônibus, da Prefeitura de São Paulo (se não me engano), que parava uma vez por semana em um mesmo ponto de São Paulo e alugava livros para as crianças.

Se um projeto como esse, bastante simples, já me incentivou a ler e a compartilhar, o Bibliotáxi traz um potencial ainda maior.

Desenvolvido pelo Instituto de Mobilidade Verde, ele é um programa de fomento à leitura e educação envolvendo meios de transportes, que busca também o estímulo ao uso de táxi e seu compartilhamento (como consequência, a redução dos congestionamentos da cidade).

Taxistas que queiram participar do projeto e cidadãos que queiram doar livros, podem encontrar mais informações aqui.

Ps. É fato também que todo mundo lê mais quando está utilizando transporte público em vez de carro. Acredito que muitas pessoas trocariam 1 hora no trânsito, dirigindo a caminho do trabalho, por 1 hora tranquila de leitura sentado no ônibus ou no trem. Bastava termos meios de transportes um pouco mais decentes em São Paulo, não?

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Twitter pra quê?

As pessoas não sabem por que estão no Twitter.

Vendo a publicação desse infográfico, feito pelo Lab42, reafirmei minha impressão. A maioria dos usuários da pesquisa entrou no Twitter porque os amigos também estavam (33%) ou só por curiosidade (30%), sem um objetivo específico.

E assim essas pessoas permaneceram: 69% continuam na rede achando novos usuários para seguir de acordo com a recomendação dos amigos, enquanto só 47% usa a busca para encontrar uma pessoa ou tema de interesse específico.

Não acho de verdade que será sempre assim. Imagino que cada vez mais as pessoas utilizarem o twitter para momentos e temas específicos. O YouPix, por exemplo, deixou essa impressão.

Ali, o Twitter foi utilizado como um facilitador da comunição pelas pessoas presentes no evento, que o usavam em tempo real para interagir nas palestras e para trocar contatos com quem estava no mesmo local. Enquanto isso, os organizadores utilizavam as informações para traçar um perfil, também em tempo real, das pessoas presentes no evento.

Na entrevista com o Gilberto Gil, por exemplo, o Twitter serviu como base para perguntas dos entrevistados (alguns o tempo todo com o celular na mão) e para lembrar o nome de uma pessoa que o Gil queria citar, com alguém da plateia enviando a informação para o Twitter do YouPix, em um telão ao lado do entrevistado. Esse formato de publicação no telão, aliás, de frente para a platéia, fez o público se divertir com seus próprios comentários sobre as “viagens” do entrevistado.

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O Super Combo: conteúdo-propaganda

Já viram A Super Nice?

Junto às atualizações do Youtube, a Omo, criadora desse canal no You Tube, fez também um site, publicando dicas da “especialista em assuntos domésticos”. Nele há links para acompanhar as atualizações do canal no Twitter e tirar dúvidas pelo Formspring.

A maneira que a empresa conseguiu para unir conteúdo e publicidade parece estar funcionando. O canal já teve mais de 17 mil atualizações e está com 430 inscritos.

Só vi um gap que parece que a Omo (sabe-se lá por que) não está querendo enxergar. A Super Nice aparece falando sempre para as “amigas”, a dona de casa, a mulher com crianças… Mas não é bem esse o publico alvo do canal.

A grande maioria ali parece ser de homens e jovens. Aliás, foi por um amigo nesse perfil, aprendendo nos vídeos como passar uma camisa social, que conheci o canal.

Pode ser a hora de reformular os temas e a maneira de lidar com a audiência, não? Assumir que o público real de um meio de comunicação não é bem o imaginado no papel não é assumir um erro, é saber aproveitar as oportunidades.

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Pequena diversão

Qualquer mudança de comportamento pode ser muito mais rápida quando se tem um incentivo e, melhor ainda, quando se tem diversão.

Vi ontem, na estrada, uma solução interessante pros mal-educados que jogam lixo pela janela do carro. Para os papéis do pedágio não irem pro asfalto, ao lado de cada cabine, colocaram uma cesta de lixo imitando uma cesta de basquete, com uma frase incentivando o arremesso.

A ação era mesmo necessária. O sistema Anhanguera-Bandeirantes, onde vi essa cesta de lixo, ficou em segundo lugar entre as rodovias paulistas com maior volume de lixo coletado em 2010. Foram 3,1 mil toneladas no ano.

 

Não deu tempo de tirar foto do cesto, mas achei uma imagem de uma iniciativa semelhante, feita na Alemanha:

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Quem matou a Norma, nos 45 do 2º tempo

Já achava demais o minuto a minuto da Uol pros jogos de futebol, agora, fazer o mesmo pro capítulo final da novela Insensato Coração foi genial!

Golaço: a página que o site fez para a novela tem foco em redes sociais (isso funciona: foi pela atualização do @fedbalves  no Facebook que cheguei ao site).

Para postar comentários, o usuário faz login no Facebook, Twitter ou UOL Perfil, e uma grande área da página é separada para as atualizações no Twitter sobre o tema.

A página também une notícias já publicadas no portal, foto, descrição dos personagens…, ou seja, muito conteúdo que o próprio portal acumulou durante a novela e que só precisava ser reunido da maneira correta.

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Essa palavra pode?

Dá uma olhada no YouPix.com.br, site do “maior festival de cultura de Internet do País” (17 a 19 de agosto, na Bienal do Ibirapuera), e anota quantas palavras ou expressões ali não fazem o menor sentido pra você.

Se todas fazem sentido, parabéns, você é exatamente o público alvo do evento. Se apenas metade delas, você tem cultura geral e/ou amigos conectados. Se você  só usa a Internet pra ver notícia no Uol e mandar e-mail, esquece. Não vai entender nadica.

Teste! Em uma única página do site do YouPix estão: “todos chora”, “=///”, “Hub Mais Bonito da Cidade”, “desvirtualizar arroba”, “corrão” e “tucuta”.

Como jornalista, é sempre o dilema: se usar palavras que só esse grupo entende, muita gente pode ficar boiando (e isso é uma das coisas mais chatas desta vida). Mas, se não usá-las, estou perdendo uma chance de criar identificação com o leitor, de fazer uma comunicação segmentada de verdade, de aproximar a comunicação.

Na mídia impressa não vejo quase exemplos dessa linguagem que fala direto ao público-alvo, com ironia, humor (exceção da Wired e de vez em quando da Galileu, mas de uma forma bem contida).

Um pouco mais dessa “ousadia vocabular” do site do YouPix podia fazer bem para a mídia brasileira, não?

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Repara na sacola

Quantas vezes prestamos atenção nas sacolas que as pessoas passeando em um shopping carregam? Eu quase nunca reparo. A não ser que a loja for criativa e tiver uma sacola assim:

Depois de acompanhar uma feira de negócios em que toda santa sacolinha distribuída nos estandes parecia igual (com a diferença do tamanho, já que elas se esforçavam para ganhar o título de maior/mais desconfortável para carregar), a sacola da loja Emme, de moda feminina, pareceu a mim ainda mais genial.

Também achei bacana a sacola ter como informação de destaque o blog da loja, www.blogdaemme.com, um espaço que relaciona a marca, de maneira criativa e com conteúdo original, ao que se imagina que suas consumidoras devem curtir.

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