Arquivo do mês: junho 2011

Quando a propaganda quis brincar de ser notícia

A ideia não é super inédita, mas achei interessante – e bem humorado – como duas empresas colocaram suas marcas na mídia impresa recentemente, em um misto de notícia e propaganda.

A Aspirina fez, semana passada, uma capa para o jornal Destak com notícias de um mundo sem dor, slogan da marca. Todas as notícias da capa remetiam a um assunto que envolvesse um grande esforço e nada de dor. Com bom humor, as chamadas eram de situações impossíveis em uma paródia às notícias que se repetem constantemente nos jornais.

E em Cannes, uma das propagandas destacadas foi a da brasileira F/NAZCA SAATCHI & SAATCHI, para a Procter & Gamble, que mostrava uma página da revista Caras (e suas vaidosas retratadas), com um frasco do produto Olay no lugar das idades. Com o título Ages, a campanha recebeu prata na categoria Press da premiação.

Uma maneira muito mais honesta e criativa das revistas atrairem propagandas sem ficarem casando produtos com temas de reportagem.

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Quem tem o poder, e quem é amigo de quem tem

Um projeto que está sendo desenvolvido no Chile, chamado Poderopedia, quer mostrar quais os vínculos que existem nas elites do País, deixando às claras quem – pessoas, líderes de instituições, donos de empresas – estão ligados a quem.

Como consequência, essa base serve para indicar à mídia, e ao público em geral, por que interesses essas pessoas estão agindo, apoiando projetos governamentais ou fazendo negócios.

O formato é de uma base de dados (tanto de origen editorial como da colaboração dos usuários), com todas as informações passadas por um editor antes de serem publicadas e ilustradas em um “mapa das conexões”.

O modelo de negócios também me surpreendeu. A ideia é que a Poderopédia seja uma ferramenta com livre uso para fins não-comerciais, mas que, em um segundo momento, vai oferecer uma plataforma customizada, como serviço pago a empresas midiáticas.

Imagina que útil seria um projeto como esse no Brasil? Mostrando a ligação principalmente de políticos, e suas famílias, com empresas e instituições? Gente para mapear é que não ia faltar…

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Musicalidade tecnológica

Tocar um instrumento para passar o tempo, sem instrumentos.

Essa proposta está no Garage Band, para iPad. O aplicativo simula instrumentos musicais, como um violão, reproduzindo até mesmo a intensidade e velocidade com que “toca” as cordas virtuais.


No You Tube, a interatividade é o diferencial do canal IntrumenTube. Você pode tocar baixo, guitarra, piano… até xilofone online:


Achei bacana que esses instrumentos abrem uma possibilidade de música como diversão, para um público geral, como fizeram os jogos de video-game há alguns anos, mas utilizando diversas plataformas.

Bônus: Um exemplo de que o touch screen irá dominar o mundo da música, todos os aparelhos que você tem em casa e, nesse caso, os DJs. A mesa de discotecagem transparente e multi-touch, produzida pela Smithson Martín (compartilhada por Rodolfo Dallacqua):

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Arte de rua sem por os pés pra fora de casa

Mais uma vez, ganhar atenção na web não é oferecer tudo, é selecionar o que interessa e abrir novas possibilidades.

Utilizando o Street View do Google, ferramenta aberta na Internet, a agência Loducca fez para a marca RedBull uma seleção de pontos com artes de rua e montou um mapa interativo, no endereço www.streetartview.com.

Nesse mapa, quaisquer pessoas interessadas podem marcar novos pontos com obras de arte e ver os últimos locais adicionados. No primeiro mês, o site teve 3 mil visitas e 4 mil obras registradas no mapa.

Com esse case, a Loducca é a única finalista brasileira no Cyber Lions 2011, concorrendo em duas categorias: corporate information e viral marketing.

O projeto, que criou com a ajuda de cada internauta um museu online único, vencendo ou não em Cannes já é por si só uma vitória dos artistas brasileiros de graffiti com o reconhecimento de suas obras.

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Lixo sustentável

Divulgaram tanto o fim das sacolinhas de plástico nos supermercados, mas poucas mídias tocaram na questão que sacolinhas de plástico não são jogadas no lixo. Pelo contrário, a vida útil delas termina, em 99% dos casos, na lixeira, coletando o lixo da casa.

Ou seja, é preciso algo para substituí-las – ou o consumo de sacos de lixo de plástico vai aumentar e o resultado do fim das sacolinhas de supermercado para preservar o meio-ambiente vai por água abaixo.

Essa foi a primeira solução que encontrei: sacolas de lixo feitas de jornal.

Para quem não tem muita paciência com vídeos, aqui tem um passo-a-passo ilustrado. A técnica aqui mostrada é ensinada no Curso de Design em Permacultura (o que raios é Permacultura, Ju?), realizado pela Morada da Floresta, um instituto/empresa paulista voltada à sustentabilidade.

Ok que o papel – no caso, o jornal impresso – não é algo super ecologicamente correto, nem com uma previsão muito longa de vida, mas… enquanto tivermos jornais em casa indo para o lixo todo dia seguinte à compra, essa é uma opção inteligente, e econômica.

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Palavras têm consequências

Muita gente esquece disso.

Em uma época que falar de bullying é moda, algumas expressões da moda também precisam ser repensadas. O site Thinkb4youspeak.com (em inglês) foi criado para combater algumas dessas expressões, especialmente as difundidas entre os adolescentes, que colocam palavras relacionadas a homossexuais em tom de desprezo.

Como o foco, claro, são as mídias sociais, o site traz um contador com quantas vezes expressões como “fag” e “so gay” apareceram no dia no Twitter.

Mostra uma pesquisa no site que 9 entre 10 estudantes gays norte-americanos já ouviram comentários homofóbicos na escola; consequentemente, é deles um nível de abandono dos estudos bem mais alto que a média dos demais alunos.

Tantos relacionamentos terminam por uma única frase falada sem pensar, imagine alguém que passa a vida inteira ouvindo essa mesma frase?

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Marque sua marca

Interligar o maior número possível de pessoas, e coisas, e histórias, e marcas. Nada hoje  na web facilita mais esse processo que o Facebook.

Umas das novidades mais recentes (e ferramenta de marketing genial) permite que Páginas – de produtos, empresas, grupos e afins – sejam marcadas nas fotos postadas pelos usuários. Cada vez que alguém identifica uma Página em sua foto, essa aparece na mesma hora na Página em questão.

Imagina todo mundo postando fotos com uma pose engraçada com uma Coca-Cola na mão, por exemplo, e marcando a latinha na foto? Além de espalhar o produto por álbuns de pessoas em todo o mundo, a Coca-Cola teria ainda um álbum de fotos que atrairia visitas como nunca à sua Página no Facebook.

Ou, então, uma banda, que pede para os fãs postarem fotos com cenas que a define, reproduzirem a capa de um CD, marcarem a imagem que lembra uma certa música…

As possibilidades são infinitas, e o investimento da marca, zero.

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