Arquivo do mês: dezembro 2010

Isso é para você. Isso não.

Na revista Galileu desse mês tem um artigo sobre publicidade personalizada. Interessante. E controverso.

Uma empresa do Japão, NEC Corporation, está desenvolvendo propagandas personalizadas, utilizando geolocalização e biometria. Câmeras, nas vitrines das lojas, por exemplo, registram o rosto quando alguém se aproxima e, de acordo com as características físicas, indicam o produto/propaganda mais apropriado para a pessoa.

Mas será que todo mundo quer alguém te dizendo que propaganda/produtos você deve ver e comprar? E separar os interesses das pessoas de acordo com critérios como idade e sexo (o que a camêra identifica) faz mesmo sentido nos tempos atuais?

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Inclusão visual

Da divulgação de um novo app para iPhone, Dankam, que transforma sites e imagens em “daltônico-amigáveis”, cheguei ao site Daltonize, que converte imagens em jpeg, online, para cores possíveis de serem distinguidas por daltônicos.

Para quem não acha isso tão importante: de 8 a 10% de toda a população mundial de homens e 5% da de mulheres tem algum tipo de daltonismo, de acordo com a ONG Research to Prevent Blindness. “Em uma sala de aula com 20 crianças, é provável que pelo menos uma tenha problemas para discenir cores.”

Por que, então, não utilizamos essas adaptações como regra?

Web-designers e designers gráficos, executivos e professores ao fazerem apresentações, companias gráficas que lidem com documentos como mapas e alertas de segurança, etc, poderiam começar a incentivar esse movimento. Na mídia, também não conheço nenhuma revista ainda que tenha se preocupado com isso.

Um exemplo de como uma pequena variação nas cores utilizadas resolve o problema:

A imagem 1) é a original e a 2) é uma simulação vista por alguém daltônico. A imagem 3) é “Daltonized”, modificada pelo site, e a 4) é como um daltônico poderá, então, diferenciar as cores.

O site Daltonize não é uma solução ideal para todas as fotos, mas já ajuda a ver que combinação de cores pode “funcionar” melhor ou pior no seu próximo projeto.

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O jornal como uma ponte para as mídias sociais

Um leitor padrão, no site da CNN, compartilha em média 13 notícias por semana e recebe outras 26 através de mídia social e e-mail. De todas as notícias compartilhadas, 43% são através de mídias sociais como Facebook, Twitter, YouTube e MySpace, mostra o POWNAR (Power of News and Recommendation), estudo internacional feito pela rede em agosto deste ano.

As empresas de comunicação, se debatendo sobre como ter lucro em meios digitais – “trocando dollar por pennies”, como D.B Scott tanto diz em aula – ainda têm muito o que explorar do potencial de alcance das notícias online.

Enquanto um leitor vai compartilhar seu jornal com, no máximo, mais duas ou três pessoas, um único internauta vai enviar a mesma notícia para os 350 amigos no Facebook e Twitter.

Nas agências de publicidade e nos departamentos de marketing de grandes empresas, não há dúvidas de que isso será cada vez mais bem remunerado.

Nas assessorias de imprensa, o resultado atingido em mídia social deveria ser relatado de forma muito mais importante ao cliente. Ou, pelo menos, simplesmente ser relatado, já que hoje isso raramente acontece.

Uma outra pesquisa, de junho desse ano, da Nielsen (empresa americana com foco em “measurement and information”), mostra que 22% do total de horas gastas na Internet é com mídias sociais e outros 42% lendo e/ou assistindo conteúdo.

Nada mais natural que redes sociais e conteúdo estejam tão – e cada vez mais – conectados. E que as empresas de comunicação, publicidade e assessorias abram os olhos pra lucrar, de verdade, com isso.

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Pode ligar, alguém paga

Ligações de graça, para número fixo local ou celular, podem ser feitas a qualquer hora deste telefone.

Espalhados aqui por Toronto (o da foto fica no prédio do centro acadêmico da Ryerson University), os telefones são liberados para uso sem qualquer exigência e bancados pelos comerciais que passam na tela logo acima do aparelho.

Todos saem ganhando: estudantes, que não precisam pagar pelas ligações, e anunciantes, que ganham a atenção enquanto as pessoas esperam para ser atendidas.

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E o e-mail marketing não morreu

Ele evoluiu. E, em partes, evoluiu andando para trás.

Com a comunicação por e-mails presente em massa nos celulares, os e-mails marketing devem cada vez mais dar importância a textos simples, em letras garrafais, com menos links e menor qualidade de imagem.

A tendência é apontada por Chad White , diretor de pesquisa da Smith-Harmon/ Responsys, no blog E-mail Insider (em inglês). Algumas das previsões apontadas para 2011 são:

Mais  importância a textos
Isso deve acontecer graças ao Facebook, onde as mensagens enviadas são divididas em partes — texto puro em destaque,  links em html abaixo. Apesar do número de usuários de e-mail @facebook.com ainda ser baixo, isso deve aumentar. As palavras, então, serão as grandes responsáveis por captar a atenção do usuário.

Os E-mails diminuem, as letras aumentam
Por influência de iPhones, smartphones e iPads, o design dos e-mails deverá ser mais estreito, as letras mais legíveis, e o espaço entre links maior (ou menos links). É preciso garantir que o usuário não tenha problemas ao clicar nos links utilizando aparelhos touch-screen.

Compartilhar será regra
Botões que permitem compartilhar o e-mail com redes sociais (SWYN – Share With Your Network) serão cada vez mais frequentes. Uma pesquisa realizada pela Responsys mostra que 26% das maiores empresas de revenda online utilizaram e-mails com botões de compartilhamento em agosto de 2010, contra apenas 12% no ano anterior. No fim de 2011, um a cada dois e-mails marketing que você receber deverá contar com a sua ajuda para ser facilmente carregado a todos os seus contatos em Facebook e Twitter.

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Das idéias para os gráficos para a ação

Transformar idéias mentais e números sobre o desenvolvimento mundial em dados gráficos e em informação visual.

Essa é a razão pela qual é publicado o Gapminder.org (em inglês), descrito como um “museu” moderno na Internet, com objetivo de incentivar um desenvolvimento global sustentável.

Criado em Estocolmo, em 2005, um de seus fundadores, Hans Rosling, já foi citado por Bill Gates como inspiração de suas fartas doações. Inspiração não pelos discursos ou conhecimento do professor, mas pelos gráficos que ele utiliza.

Os dados do Gapminder.org podem ser manipulados para se obter diversos indicadores sociais, comparando os números entre dois ou mais países e visualizando-os ao passar dos anos. Bom também para relacionar temas específicos, como o gráfico abaixo, alfabetização x emprego no mundo:

Olha só que maravilha: o Brasil, em 1980, atingiu o nível que os EUA tinha em 1930. Hoje, estamos só um pouquinho atrás de Cazaquistão e Kuwait, ali, coladinho, pra ultrapassar o Zimbábue…

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Na próxima semana, o documentário “200 Countries, 200 Years, 4 Minutes – The Joy of Stats”, baseado nos gráficos do GapMinder, será transmitido pela BBC, e já está disponível online:

Uma boa oportunidade para ver a força que os infográficos e o jornalismo visual podem ter na televisão (e  que a desigualdade nesse mundo vai de mal a pior).

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Cidade de bigodes

Canada é o país das ações filantrópicas. Em qualquer lugar de Toronto, pelas mais diversas causas, tem sempre algum voluntário pedindo doações. E quanto mais ações > mais concorrência > mais criatividade para ganhar a atenção.

Para arrecadar fundos à pesquisas de câncer de próstata, November virou Movember (M de moustache, bigode) e a cidade foi invadida pelos bigodudos.

“Homens deixam o bigode crescer neste mês, começam a conversar sobre o assunto, fazem crescer a atenção para conversas públicas e privadas sobre saúde masculina”, explica a ONG internacional, The Movember Foundation, que criou o movimento.

Além do fato da campanha ter realmente feito os homens cultivarem seus bigodes – e os jornais terem coberto, com humor, politicos e personalidades embigodados – a ONG também criou um movimento bacana no site.

Na seção Top Mo Space Pages, as pessoas se cadastram e criam uma página pessoal para mostrar seus bigodes e arrecadar fundos pra campanha; os leitores avaliam as fotos e fazem a doação de quanto eles “merecem”.

Em Merchandise: camiseta, poster, sapatos, criados por diferentes marcas, estão à venda (como a t-shirt acima). Tem até app para os bigodudos modernos, que quiserem acompanhar o crescimento do bigodão pelo iPhone.

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